Uma denúncia extremamente grave envolvendo ameaças contra povos indígenas está mobilizando autoridades brasileiras. Comunidades do povo Guarani Kaiowá, em Mato Grosso do Sul, relataram ameaças de envenenamento da água utilizada pelos moradores, em episódios registrados após o segundo turno das eleições presidenciais de 25 de outubro.
Segundo reportagem da Agência Brasil, a deputada federal Célia Xakriabá (PSOL) informou que solicitou providências para investigar a denúncia. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) também encaminhou relatos às autoridades.
Áudio com ameaça causa indignação
Um dos elementos apresentados na denúncia é uma gravação de áudio atribuída a um funcionário público municipal de Tacuru (MS).
Na gravação, o homem teria dito: "Ponha veneno na água, vamos matar essas pragas na água".
A fala teria sido motivada pela insatisfação com o voto dos indígenas nas eleições presidenciais.
A denúncia aponta uma possível tentativa de intimidação e violência contra uma população que já enfrenta dificuldades de acesso à água potável e depende, em algumas localidades, do abastecimento por caminhões-pipa.
MPF cobra explicações e PF acompanha denúncias
O Ministério Público Federal (MPF) abriu procedimentos para apurar os relatos e cobrou esclarecimentos da Prefeitura de Tacuru. Segundo a CNN Brasil, o município recebeu prazo de 48 horas para informar quais providências foram adotadas.
O MPF também recomendou medidas administrativas, incluindo possível afastamento cautelar de servidores caso sejam identificados indícios consistentes de participação nas ameaças.
Servidor foi afastado?
Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo informou que um servidor municipal foi afastado após a repercussão dos áudios. A prefeitura também anunciou a abertura de procedimento administrativo. O prefeito, entretanto, apresentou sua versão sobre o episódio.
Atenção: ameaça não significa contaminação comprovada
Até as informações disponíveis em 30 de outubro, não havia confirmação oficial de que a água tivesse sido efetivamente contaminada. O que está sob investigação é a ameaça, a autenticidade das gravações e a eventual responsabilidade dos envolvidos.
Um alerta para a democracia e os direitos humanos
Independentemente de posição política, nenhum cidadão pode ser ameaçado, perseguido ou discriminado por exercer seu direito ao voto.
Os povos indígenas têm os mesmos direitos constitucionais de todos os brasileiros. Água potável, segurança, dignidade e liberdade política não são privilégios: são direitos fundamentais.
A democracia não termina nas urnas. Ela precisa ser respeitada também depois da apuração dos votos.
CORREIO VALE DO PARAMIRIM | PROGRAMA BLITZ DO ZÁ
Fontes: Agência Brasil, CNN Brasil e Folha de S.Paulo.
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Zá doa a quem doer: respeito aos povos indígenas, à democracia e à vida!










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