quinta-feira, 23 de abril de 2026

Guerra de mísseis: como estão os estoques de EUA e Irã após semanas de conflito Dados apontam que arsenais dos dois países sofreram redução significativa. Irã e EUA ainda têm capacidade para levar o conflito adiante, mas podem enfrentar limitações.

 Por Wesley Bischoff, g1 — São Paulo

 

A guerra entre Estados Unidos e Irã reduziu significativamente os estoques de armamentos considerados essenciais dos dois países, como mísseis avançados, segundo levantamento do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) e informações de autoridades norte-americanas.

▶️ Contexto: Dados apontam que os dois países ainda têm capacidade de levar o conflito adiante, mas com limitações.

  • Um levantamento do CSIS aponta que os EUA usaram mais da metade do estoque pré-guerra em alguns tipos de armas de ponta.
  • A reposição do armamento americano pode levar anos e limita a resposta do país a possíveis novos conflitos, segundo o estudo.
  • Os EUA poderiam manter a ofensiva contra o Irã, mas usando um armamento alternativo.
  • Do lado iraniano, informações de inteligência dos EUA indicam que Teerã ainda mantém parte relevante de mísseis e lançadores intactos e escondidos.
  • Um relatório apontou que o Irã ainda têm capacidade de causar danos, mas dificilmente conseguiria vencer um adversário tecnologicamente superior.

👉 Veja, a seguir, como está a situação dos dois países em detalhes.

A situação dos Estados Unidos

Míssil sendo disparado de sistema de defesa aéreo Patriot — Foto: Reprodução/Raytheon Technologies

Míssil sendo disparado de sistema de defesa aéreo Patriot — Foto: Reprodução/Raytheon Technologies

Na terça-feira (21), o CSIS divulgou um estudo com análise de sete tipos de armas consideradas essenciais e usadas na ofensiva contra o Irã.

  • Entre elas estão os mísseis Tomahawk, de longo alcance e alta precisão, além de sistemas de defesa antiaérea.
  • Segundo o levantamento, os EUA podem ter usado mais da metade do estoque pré-guerra em quatro dos sete modelos analisados.
  • O estudo também aponta que os níveis anteriores ao conflito já eram considerados baixos para um eventual confronto com uma potência militar equivalente, como a China.

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