E agora, José?
Depois de mais uma eleição marcada por debates acalorados, promessas, acusações e disputas ideológicas, muitos brasileiros se fazem a mesma pergunta: votar na direita, na esquerda ou simplesmente não votar?
A abstenção no primeiro turno mostrou que milhões de eleitores estão descrentes da política e cansados de promessas que nem sempre se transformam em resultados concretos. Enquanto alguns defendem que a solução está na direita, outros acreditam que a esquerda representa o melhor caminho. Há ainda aqueles que perderam a confiança em ambos os lados e preferem se afastar das urnas.
Mas a grande questão talvez não seja apenas direita ou esquerda. O que o povo deseja, na prática, é saúde funcionando, educação de qualidade, segurança, geração de emprego e renda, combate à corrupção e respeito ao dinheiro público.
Quando a política se distancia dos problemas reais da população, cresce o desânimo e aumenta a sensação de que poucos decidem o destino de muitos. E é justamente nesse cenário que a participação popular se torna ainda mais importante.
Não votar também é uma forma de manifestação, mas abre espaço para que outros decidam os rumos do país. Votar consciente, por sua vez, exige analisar propostas, histórico, compromisso e resultados, independentemente do partido ou da ideologia.
E agora, José? A resposta cabe a cada cidadão. O futuro do Brasil continuará sendo construído por aqueles que participam, cobram, fiscalizam e não desistem de lutar por um país melhor.
No final, mais importante do que escolher entre direita ou esquerda é escolher o Brasil que queremos deixar para as próximas gerações.
Isaías Rodrigues de Lima (Zá do Correio / Blitz do Zá)
Comunicador e diretor do Correio Vale do Paramirim
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