domingo, 1 de novembro de 2026

INDÍGENAS GUARANI KAIOWÁ DENUNCIAM AMEAÇAS E VIOLÊNCIA: INCÊNDIO DESTRÓI CASA DE IDOSA EM ALDEIA NO MATO GROSSO DO SUL Comunidade indígena vive clima de tensão em meio a denúncias de ameaças, violência e insegurança. Caso exige investigação e proteção às famílias indígenas.

 

Foto: residência da liderança espiritual Ñandesy Roberta, conforme registros divulgados pela imprensa e organizações indígenas.

Tacuru (MS) – A residência de Ñandesy Roberta, uma anciã de 90 anos e liderança espiritual do povo Guarani Kaiowá, foi destruída por um incêndio na manhã de 29 de outubro, na Aldeia Jaguapiré, município de Tacuru, no Mato Grosso do Sul.

Além da moradia, foram destruídos instrumentos sagrados utilizados nos rituais tradicionais indígenas. Organizações representativas da comunidade denunciam que a idosa vinha sofrendo perseguição, racismo e intolerância religiosa.

A comunidade suspeita de incêndio criminoso, mas a autoria e a motivação ainda precisam ser esclarecidas pelas autoridades.

midiamax.com.br+2

Ameaças de envenenamento da água causam medo

Outro episódio de extrema gravidade envolve áudios atribuídos a servidores municipais de Tacuru, nos quais aparecem ameaças de colocar veneno na água consumida pelos indígenas.

Segundo as reportagens, os áudios circularam após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro. Os indígenas denunciaram que as declarações estariam relacionadas ao voto da comunidade.

A prefeitura confirmou o envolvimento de servidores na conversa e informou o afastamento dos envolvidos e a abertura de procedimentos administrativos. O Ministério Público Federal solicitou esclarecimentos e a Polícia Federal foi acionada para investigar.

Até o momento, não há confirmação de que a água tenha sido efetivamente contaminada.

Agência Brasil+2

Governo federal envia comitiva para investigar denúncias


Diante da gravidade das denúncias, uma comitiva do governo federal esteve em Mato Grosso do Sul no sábado, 31 de outubro, para ouvir as comunidades e acompanhar as investigações.

A missão contou com representantes dos ministérios dos Povos Indígenas, da Justiça e Segurança Pública e dos Direitos Humanos, além de parlamentares.

A Polícia Federal, o Ministério Público Federal, a Funai e a Força Nacional também participam das ações de apuração e proteção das comunidades.

Brasil de Fato+1

Democracia não pode ser motivo de perseguição

O direito ao voto é uma garantia constitucional e deve ser respeitado independentemente da escolha política de cada cidadão.

Nenhum brasileiro pode ser ameaçado, discriminado ou violentado por exercer sua liberdade de escolha. Os povos indígenas têm direito à vida, à segurança, à liberdade religiosa e à preservação de sua cultura.

As denúncias precisam ser investigadas com rigor, e os responsáveis por eventuais crimes devem responder perante a Justiça.

O Brasil é uma democracia. O voto não pode custar vidas!

Fontes jornalísticas: Agência Brasil, Brasil de Fato, Correio Braziliense e Campo Grande News.

Correio Vale do Paramirim | Programa Blitz do Zá

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